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segunda-feira, 21 de abril de 2014

A educação brasileira no período ditatorial

Ainda no encalço do processo de lembranças iniciadas no dia 1º de Abril deste ano sobre o golpe militar de 1964,vou discorrer sobre as questões educacionais ocorridas neste período. Um tempo que teve dentro de escolas e universidades a repressão a estudantes e professores contrários ao regime e  também contou com mudanças curriculares, projetos de educação alinhados aos interesses dos militares conjugados aos interesses imperialistas dos EUA.
A politica educacional adotada partir de 64 contou com acordos financeiros e técnicos com os Estados Unidos. Que no caso especifico da Educação brasileira foram a série de acordos MEC- USAID, estes que iniciaram  no Governo Castelo Branco, onde em 26 de junho daquele ano, foi firmado o  primeiro com intuito no Aperfeiçoamento do Ensino Primário com duração de dois anos. Sendo o acordo mais importante do período o que culminou na lei 5540/68 que tratava da reforma universitária acompanhado posteriormente do decreto 5692/71 que tratou da reforma do antigo 1º e 2º grau. A ideia dessas legislações pautadas na orientações estadunidenses era modelar o ensino brasileiro ao estilo norte - americano.
De acordo com Aranha(2000) o modelo instaurado tinham três pilares:1) educação e desenvolvimento- formação de profissionais para atender às necessidades urgentes de mão - de - obra especializada num mercado em expansão; 2) Educação e segurança- formação do cidadão "consciente". Daí disciplinas sobre civismo" Educação moral e cívica", Organização Social e Politica do Brasil e; "Estudos dos Problemas Brasileiros"; 3) Educação e comunidade: estabelecer a relação entre a escola e comunidade criando conselhos de empresários e mestres.(p.214)
Estes acordos, o da reforma universitária e do ensino de 1º e 2º grau, acontecem em momentos distintos:  a primeira na presidência de Costa e Silva que  é o responsável pelo Ato Institucional nº 5, o AI-5, que extinguia os direitos individuais e começava a endurecer de vez o regime; a segunda no governo "das trevas" de Emilio Garrastazu Médici que baixa de vez a tortura e os sequestros por parte do governo.
Em 68, para reforma universitária, Costa e Silva formou o GRTU,Grupo de Trabalho da Reforma Universitária, formado apenas por indicados da Presidência da República que baseou todo projeto no relatório de Rudolph Atcon teórico estadunidense e no relatório do Coronel Meira Matos, integrante da Escola Superior de Guerra. A reforma consistiu em: extinção da  cátedra; unificação do vestibular e aglutinação das faculdades em universidades com o intuito da "maior eficácia e produtividade". Instituiu também o curso básico para suprir as deficiências do segundo grau(parecido com a proposta atual de Geraldo Alckimin).
A nomeação de reitores e diretores passou a dispensar a exigência de estar vinculado ao corpo docente da universidade, bastando possuir " alto tirocínio da vida pública ou empresarial". Como convém, uma reforma em que o viés tecnocrático se sobrepõe ao pedagógico.
Havia o controle externo excessivo em várias decisões, como na seleção e nomeação de pessoal, promoveu a perda de autonomia das universidades. A divisão de departamentos instaurou uma burocracia nunca vista. Entre os estudantes classes foram composta extinguindo a matrícula por disciplina, todas essas ações na tentativa de atenuar a politização dos estudantes.
Já em 69, com entrada de Médici na presidência, a tortura,  a repressão e o terrorismo governista toma conta do cenário bem como  o 'milagre econômico', assim como o aumento do desemprego e a alta da inflação.
No período Médici, na esfera educacional é decretada a lei já mencionada, nº 5692/71, que visa dar profissionalização ainda no 2º grau de ensino. Aumentou a obrigatoriedade do ensino de 4 para 8 anos; e aglutinou o antigo primário no ginasial. Tais medidas tinham os seguintes objetivos:1) capacitar o estudante para o ingresso no mercado como força de trabalho(mão de - obra); 2) minimizar a procura do ensino superior pela classe média.essa reforma acarretou prejuízo a educação escolar em torno do currículo, quando, por exemplo, o ensino de Filosofia foi excluído do 2º grau. Por fim a lei em questão não teve eficácia, devido a falta de infraestrutura para alocar o ensino profissionalizante e técnico propostos. Ainda sobre a 5692, Xavier(1994) a caracteriza como uma "lei utilitarista e discriminadora... utilitarista porque tinha em vista a inserção imediata do estudante no mercado, e discriminadora porque a 'igualdade de oportunidades', na escola não garantia a ascensão social".(p.248)
O que vimos então é uma visão, bem caracterizada pelos acordos bilaterais, fordista da educação principalmente a partir da década de 80 pelo governo militar, com o objetivo de sustentar sua propaganda em relação ao milagre econômico. Tão real é essa afirmação, que o único programa voltado para a Alfabetização de adultos, o MOBRAL, foi atacado pelos senadores biônicos, um deles foi Ministro da Educação, Jarbas Passarinho, até sua extinção.
Por fim, era obvio que uma Educação de boa qualidade social não era a prioridade do governo militar. O país sofreu por um longo período em todas as esferas, e educação foi paralisada neste período. O lamentável, porém, foi ver que após o término do regime, só em 1996 é que foi refeita a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com conceitos democráticos, mas infelizmente num governo de cunho neoliberal.



#DitaduraNuncaMais
Leia também: 14 de abril de 1964: não a Paulo Freire

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Terceirizar pra quê?

A Terceirização é um tipo de privatização. É uma forma gradativa de passar a responsabilidade do Estado ao setor privado. É um dos jeitos que o neoliberalismo encontrou de dizer que o Estado não é capaz de gerir o que é público, fazendo com que não se torne  mais público.
Sou contra a privatização! Sou contra a Terceirização! Terceirizar pra quê?
Sou contra principalmente a terceirização da educação e dos serviços envolvidos com a Educação: merenda, material escolar, uniforme, limpeza, construção de escolas...
[...]
Essa semana recebemos a noticia que em Poá/SP a creche Maria Umbelina Nunes Provisor, no Jardim santa Helena foi terceirizada antes mesmo de sua inauguração. Uma terceirização inclusive sem cabimento pois a Educação poaense é considerada uma das melhores da região do Alto Tiete.Sem mais cabimento ainda devido ao fato o qual a Prefeitura além de repassar o valor de R$35.000,00 mensais, pagará a manutenção do prédio, a alimentação, a supervisão, a capacitação para os funcionários e os equipamentos pedagógicos. Pera lá! Acredito ser mais fácil e barato pra todos e todas fazer concurso público para Diretor, vice - diretor e coordenador pedagógico.
Qual o objetivo desse convênio afinal? Gerenciar o quê? O já gerenciado!
Isso chama - se mcdonalização, estamos  deixando que façam do público o fast food do mercado.
E isso não pode acontecer.
Não a terceirização da Educação poaense!



domingo, 17 de fevereiro de 2013

APEOESP covoca professores para ato


O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo está convocando para o dia 22 de Fevereiro ato em apoio aos professores da categoria "O". De acordo com o informativo da entidade " APEOESP Urgente" tal manifesto é devido ao veto do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, ao Projeto de Lei 03/2012 de autoria do deputado estadual Luiz Claudio Marcolino que confere direitos do IAMSPE aos professores desta categoria.
A entidade também irá aproveitar o ato para entregar projeto que iguale direitos dos educadores da categoria "O" com os da categoria "F" além de fazer uma prévia da greve. Entre as reivindicação da possível greve está a realização de concurso público para efetivação de professores e o descumprimento por parte do Governo Estadual da Lei do PISO.

CNTE
Outra entidade representativa dos profissionais da Educação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, CNTE, também se prepara para entrar em estado de greve nacional. O motivo é o descumprimento por diversos entes federados da lei do PISO. Entretanto esse movimento será no mês de Abril. Veja a seguir filme divulgado pela CNTE convocando a greve:



Com informações dos sites da APEOESP e CNTE.