Mostrando postagens com marcador socialismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador socialismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de março de 2013

O Comandante do combate ao analfabetismo vive!

Ontem, 5 de Março de 2013, o Mundo, a América Latina, a Venezuela perdeu o comandante Hugo Chávez, o detentor de até ontem, do espirito revolucionário. O homem que não tinha medo de fazer revoluções em prol da maior de todas as revoluções, a Socialista!
Há muito o movimento de esquerda não tem uma bandeira urgente que unificasse todos os seus fragmentos, restava apenas o único e derradeiro sonho, a Revolução. E Chávez como ninguém entendia isso e brigava por isso.
Tanto que o mesmo enfrentou as elites venezuelanas e internacionais e declarou guerra ao analfabetismo e com a ajuda dos professores e professoras venezuelanas que entenderam a ideia, alfabetizou mais de 2 milhões de pessoas.
Ao comandante meu abraço terno e respeitoso. Ao comandante minha continência. Ao Professor Chávez uma promessa: não descansarei enquanto meu país, enquanto a América Latina não levantar a bandeira de local livre do analfabetismo. E não desistirei do sonho maior: a Revolução!

Viva Chávez!
Viva a Revolução!


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Educação e liberdade - parte I

É normalmente aceita a tese de que a boa educação, baseada na correta apropriação dos fundamentos científicos e tecnológicos e contextualizada no dinamismo das transformações de forças produtivas, provoca e firma o desenvolvimento social. Desnecessário citar que diversos países a educação plena deixou marcas profundas, que não podem ser apagadas. O capitalismo prosperou não só pela base educacional ampla - nos casos dos países chamados desenvolvidos - , mas também pela ausência das formas educativas nos países periféricos. Até mesmo nos países que optaram pelo socialismo a educação permite, ainda hoje, que a população seja amplamente alfabetizada, trazendo contradições intensas ao tortuoso processo capitalista.
Por uma opção ideológica que assumi há muito tempo, pela própria condição de educador e pelo fato de ter exercido reitorias, procuro entender como o sistema capitalista sua a plenitude da educação dialeticamente no tecido social: educar ou não educar, dependendo do interesse e da apropriação científica e principalmente tecnológica - vinculadas à busca da maximização do lucro associada à concentração perversa de riquezas e a crises de sustentabilidade.
Contrapor - se a essas questões não é tarefa simples, principalmente em um país como o Brasil. A educação nunca foi prioridade dos governos brasileiros, e somente após a eleição de um operário passamos a perceber com mais clareza e enorme e crucial obra a ser cumprida. Educação é condição do exercício da liberdade. A história brasileira registra situações absolutamente perversas, como expressa pelo ex - governador de um estado brasileiro que, na década  de cinquenta, afirmou que não seria necessária a abertura de escolas rurais porque isso provocaria a falta de mão de obra para a cultura cafeeira.
...
José Weber Freire Machado - texto escrito para o livro " Políticas Públicas para um novo projeto nacional de desenvolvimento: a experiência dos comunistas"

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ziugánov: Para a crise só existe uma alternativa, o socialismo

socialismo _dez
“A crise financeira global tem demonstrado que o sistema do capitalismo especulativo americano não é eficaz. Hoje esta crise do capitalismo reina em todo o planeta”, sustentou Guenadi Ziugánov, líder do Partido Comunista da Federação Russa e candidato a presidência nas eleições de 2012.
“Só tem uma alternativa. O reino da justiça, do trabalho e do socialismo, ou o planeta está condenado”, comentou o político no programa A Sós. Segundo Ziugánov, a única solução possível é a socialização da vida, o fortalecimento do papel do Estado e o aumento da produtividade do trabalho. Acentua que a economia mais eficaz no meio desta crise, com um crescimento entre 10% ou 12%, é a China que não soltou a bandeira vermelha das mãos.
Insiste em que na Rússia pode renascer apenas se movendo na direção do socialismo renovado, tomando em conta a experiência chinesa. Segundo Ziugánov, o socialismo do século 21 é uma correção justa entre a propriedade estatal, a propriedade coletiva e a propriedade individual. “O Estado deve controlar os recursos, as ferrovias que influem no processo das mercadorias, das redes elétricas, dos sistemas de segurança e de comunicação. O resto deve entregar-se a iniciativa privada, individual e coletiva, e então, um complementará o outro”, opina o líder comunista russo. Para ele, um sistema, assim, permitirá regulamentar a concorrência e evitar as “habituais guerras pela partilha do mercado”.
“Encontrar este equilíbrio é uma tarefa muito difícil e muito sabia”, admite o político e acentua que em cada caso a produção dependerá de muitos fatores, como a historia do país em particular, a psicologia, o clima.
Uma globalização tipo americana entrou em colapso
“Depois da ruptura do sistema bipolar, a URSS e seus aliados frente aos EUA, os EUA declararam que os que não estavam com eles, estavam contra. Não lhes agradou a Iugoslávia, e a bombardearam. Não gostavam de Saddam Hussein, porque não lhes entregou seu petróleo (…) e o enforcaram. Não gostavam de Muamar Kaddafi e o executaram”, enfatizou Ziugánov. Segundo o político, o que querem os americanos é sempre “dar socos na mesa, mandar as armas da Otan e comer a parte principal com a ajuda da CNN e seus sistemas de informações”.
“Levaram-se a cabo as exemplares revoluções laranja, mas, isso não ajudou nem ao Egito, nem a Líbia, muito menos a Israel, que está radiado por uma frigideira quente e agora olha ao redor sem saber quem virá, e o mais seguro é que cheguem os fundamentalistas islâmicos. Agora já se aproximaram de um limite, no qual está claro, que uma globalização, tipo americana, se tem vindo abaixo, tem entrado em colapso e não podem lhe dá com isso”, insistiu.
Segundo o político, hoje em dia, não existe outra alternativa que não seja sentar-se à mesa das negociações, e “recorda que é um socialismo justo”. O mundo já não é mais bipolar, é multipolar: os EUA seguem sendo um líder na arena política mundial, mas também, são a União Europeia e os países BRICS (Brasil, Índia, China e África do Sul), apreciou. Com o qual, na mesma mesa, têm que equilibra os interesses de muitos sujeitos. Para fazê-lo, será necessário reforçar o papel da ONU e do Conselho de Segurança, em particular, opina.
América Latina despertou
Para América Latina existe um bom futuro, acentuou Ziugánov. Segundo ele, o sucesso da região se deverá a popularidade que tem ali a ideia do socialismo do século 21. “A América Latina despertou. Protege os interesses nacionais e não se esquece da justiça”.
O comunista russo vê várias razões para isso. “Por um lado, a psicologia de muitos latino-americanos tem um caráter coletivo. Por outro, os que experimentaram a pobreza e a vida dura reagem mais agudamente aos problemas de injustiça”, detalha. Apreciou que na região, o movimento social é bastante forte e obriga ao poder e ao capital a repartir seus lucros. Frisou que em muitos países da região, como Venezuela, Brasil, Argentina e outros, lhes obrigam a ajudar aos que têm uma vida mais difícil.
É a humanidade que combate pelo socialismo
Para resolver sua crise a humanidade necessita transforma todo o sistema, considera e aprecia Ziugánov, líder do Partido Comunista da Federação Russa. O único caminho possível para ele é a socialização da vida, “que o interesse não seja individual, senão da sociedade, coletivo; que o interesse não seja de um especulador, senão de um trabalhador que com suas mãos faz o pão; que o interesse nãos seja de um bandido, senão de um humanista que predica o bem, a justiça e o amor pelo planeta”.
“O socialismo é a prioridade da justiça sobre a mentira, de uma educação de qualidade e um serviço de saúde acessível para todos, ao invés das cobranças de dinheiros para tudo”, detalhou o comunista. Admite que se trata de um problema complicado, sem respostas fáceis. “O maior problema agora mesmo no mundo é o nível intelectual e profissional dos governantes atuais, de Moscou até Washington, Berlim a Paris. Não corresponde a complexidade dos problemas que já foram salientados. As contradições aumentam mais rápido do que as soluções”, insiste Ziugánov.
Mas, está seguro de que a saída existe: “Principalmente, se é a humanidade quem esta lutando pelo socialismo, vem do capital por um tratamento sem vergonha e irrazoável para com ela”.
Fonte: Blog O Povo na Luta faz História, a partir do original na emissora de televisão Russia Today