domingo, 1 de julho de 2012

Câmara aprova 10% do PIB para a educação

Comissão especial concluiu a votação do Plano Nacional de Educação (PNE). Se não houver recurso, texto seguirá diretamente para o Senado.
Alexandra Martins
Reunião Ordinária Pauta - votação dos destaques
Estudantes e representantes de movimentos sociais acompanharam a reunião.
Em uma sala lotada de estudantes e de representantes de movimentos sociais, a comissão especial do Plano Nacional de Educação (PNE – PL8035/10) aprovou a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em políticas do setor em até dez anos. O índice vinha sendo reivindicado por deputados da oposição e parte da base aliada do governo, além de representantes de entidades da sociedade civil.
Hoje, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB na área. Na proposta original do Executivo, a previsão era de investimento de 7% do PIB em educação. O índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que chegou a sugerir a aplicação de 8% em seu último relatório.
Um acordo feito nesta terça-feira (26) entre governo e oposição garantiu o apoio do relator aos 10%. Pelo texto aprovado, o governo se compromete a investir pelo menos 7% do PIB na área nos primeiros cinco anos de vigência do plano e 10% ao final de dez anos. A proposta segue agora para o Senado.
Flexibilidade
Oito destaques apresentados ao relatório de Vanhoni sugeriam mudanças na meta de investimento em educação. Pelo acordo, apenas a meta de 7% em cinco anos e 10% em dez anos foi colocada em votação. Autor do destaque aprovado, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) acredita que essa alternativa teve apoio do governo porque oferece flexibilidade na gestão orçamentária. Isso porque outras propostas previam metas intermediárias ano a ano.

Alexandra Martins
Reunião Ordinária Pauta - votação dos destaques. Dep. Angelo Vanhoni (PT-PR)
Vanhoni: 8% já seriam suficientes para uma melhoria significativa da educação.
Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a aprovação dos 10% é resultado da pressão de entidades ligadas ao setor: “São dois fatores primordiais que garantiram que esse acordo fosse consagrado: o trabalho técnico de diversas instituições, que mostraram a necessidade dos 10%, e a mobilização popular”.
Apesar de ter votado pelos 10%, Vanhoni voltou a afirmar que os 8% seriam suficientes para uma “melhoria significativa da educação no País”. “Esse valor já daria conta dos grandes desafios da educação hoje, que são a incorporação das pessoas que estão fora do sistema e a melhoria da qualidade do ensino. Contudo, não compete ao relator ir de encontro a 99% da comissão especial”, avaliou.
Sanção
A proposta do PNE não prevê sanção no caso de descumprimento da meta estabelecida. Para o presidente da comissão especial, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), “não há razão para se desconfiar, em princípio, da não efetivação das metas”. “Um instrumento legal que cria uma referência de valores deve ser acompanhado e nós, aqui no Congresso, vamos fiscalizar a sua execução periodicamente.”

Paulo Rubem Santiago afirmou que o cumprimento dos 10% ainda depende, além da aprovação no Senado, da pressão de movimentos sociais. “É preciso ter em vista que o Orçamento no Brasil é autorizativo. A efetivação dessas verbas ainda depende de mobilização ao longo dos próximos dez anos”, alertou o deputado.
Alexandra Martins
Reunião Ordinária Pauta - votação dos destaques. Dep. Paulo Rubem Santiago (PDT-PE)
Paulo Rubem Santiago foi o autor da emenda que subiu o percentual para 10%.
Destaques
Outro destaque aprovado nesta terça-feira foi a antecipação da meta de equiparação do salário dos professores ao rendimento dos profissionais de escolaridade equivalente. O relatório de Vanhoni previa o cumprimento dessa meta até o final da vigência do plano. O destaque aprovado, por sua vez, estabelece a equiparação até o final do sexto ano do PNE.

“Temos de evitar o abandono das salas de aulas por profissionais competentes. Uma remuneração justa para o magistério é condição básica para a melhoria do ensino”, justificou o deputado Biffi (PT-MS), um dos autores do destaque.
“É notório como os salários da rede pública de educação estão defasados. Os professores têm hoje a profissão mais desvalorizada do País”, disse a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), que também sugeriu a mudança.
Alexandra Martins
Reunião Ordinária Pauta - votação dos destaques. Dep. Fátima Bezerra (PT-RN)
Fátima Bezerra: "professores têm hoje a profissão mais desvalorizada do País".
A comissão especial aprovou ainda o prazo de um ano após a sanção do PNE para a aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional. O projeto, que já está em tramitação na Câmara (7420/06), estabelece responsabilidades de gestores públicos na melhoria da qualidade do ensino. Ambos os destaques aprovados receberam o apoio de Vanhoni.
Rejeitados
Outros destaques colocados em votação, no entanto, foram rejeitados. Uma sugestão do PSDB antecipava do terceiro para o primeiro ano do ensino fundamental o prazo para a alfabetização dos estudantes. Já um destaque do PDT estabelecia um sistema nacional de gestão democrática, com a realização periódica de conferências e a criação e conselhos para avaliação das políticas do setor.

Outras propostas rejeitadas estabeleciam regras claras sobre as responsabilidades de cada ente federado na aplicação de verbas em educação. A autora de uma das propostas, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), argumentou que a União investe apenas 20% do total que é aplicado em educação no País. O restante fica a cargo dos estados e dos municípios. Para a deputada, a União deveria arcar com pelo menos 30% do valor global.
A divisão prévia de responsabilidades também foi defendida pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP), que criticou a rejeição dos destaques. “Para atingir os 10% do PIB, a União tem de se comprometer mais, já que ela detém 70% da arrecadação fiscal do País”, argumentou.
Reportagem – Carolina Pompeu 
Edição – Pierre Triboli

Grupo se acorrenta no Planalto por aplicação de cotas para negros

Um grupo de pessoas se acorrentou ontem em frente ao Palácio do Planalto, em protesto a favor da ampliação de cotas para negros em concursos públicos e cargos comissionados.


Os 16 militantes também reivindicam a decretação do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, como feriado nacional. Eles fazem parte do movimento Educafro, que busca a inclusão de pobres e negros na educação. 

Os jovens estão no local desde às 10h da manhã desta quarta-feira. Segundo o pastor Marco de Oliveira, um dos líderes do movimento, o grupo fará greve de fome a partir de hoje.

Outros oito manifestantes conseguiram entrar em um anexo do Palácio e se amarraram nos corredores da casa. Os jovens se aproveitaram de uma reunião que o fundador e coordenador da Educafro, frei Davi, havia marcado com a secretaria geral para entrar no local.

A pauta já está sendo discutida internamente por integrantes do Planalto, mas os militantes pretendem acelerar a decisão por meio do protesto, que reivindica ao menos 20% de vagas aos afrodescendentes.Os integrantes do movimento devem permanecer no local até que as reivindicações sejam atendidas.
Fonte: www.vermelho.org.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Registro de Classe - Página VI

Iniciamos a aula de hoje reorganizando a sala em formato de U. Vieram: Yanka, Priscila, Nivaldo, Rivaldo, Mariano, Leandro, Vinicius e Evandro. Em seguida registramos a rotina que segue:

  • Língua Portuguesa: cruzadinhas com banco de palavras;
  • Educação Física;
  • Informática;
  • Matemática: quantidade, número;situação- problema.

Tiveram Educação Física com a professora de módulo pois o professor de Ed. Física faltou. Em seguida começamos a trabalhar  as cruzadinhas. Inclusive vale registrar que as crianças ainda não tinham feito cruzadinhas, de acordo com a estagiária. A primeira foi um pouco difícil, eles não entendiam como colocar as palavras, entretanto, a turma está reduzida foi possível dar atenção para cada um deles, isso não quer dizer, porém, que todos fizeram certo. Depois fizemos a atividade de Matemática a qual os alunos se saíram bem, com exceção do Rivaldo que tem demonstrado uma certa dificuldade(inclusive na de Língua Portuguesa).

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Registro de Classe - Página V - 27/06/2012

Hoje comecei definitivamente com a turma do 1º Ano. Enfim assumi a classe! Com galera reduzida, isso porque parte da turma acha que já está de férias. compareceram só 09 estudantes. Só para ajudar cheguei alguns minutos atrasado. Ao chegar primeiro mudei a disposição das carteiras colocando - as em U. Foram a aula: Amália*, Yanka*, Nádio*,Rivaldo*,Leandro*,Priscila*, Nivaldo*, Mariano* e Evandro*. Pedi para que eles escrevessem o alfabeto, em seguida escrevi o nome de um deles com cada sílaba de uma cor fazendo isso separei abaixo as sílabas colocando - as em cores diferentes com suas "famílias" silábicas, fiz a leitura com eles. Em seguida, entreguei a metade de um sulfite para cada um e pedi para que eles procurassem nos cartazes da sala palavras que iniciassem com as sílabas escritas na lousa. Por uns trinta minutos eles procuraram. pedi então para que cada um levasse até a minha mesa a folha e pedi que fizessem a leitura a partir daí notei que: a Priscila reconhece  todas as letras apesar de não conseguir escrever convencionalmente nem ler;Leandro não reconhece todas as letras, só as vogais; O Nádio reconhece todas as letras, o Nivaldo a mesma coisa; A Yanka ainda necessita olhar para o alfabeto para a partir da ordem reconhecer as letras e o mesmo acontece com Amália; Evandro conhece todas as letras; o Mariano e o Rivaldo não identificaram nenhuma das letras, o Rivaldo , porém, em outros momentos demonstrou conhecer todas as letras.
Em seguida fizemos uma atividade de Matemática bem simples: desenhei algumas quantidades e pedi para que eles escrevessem ao lado o numeral que representava a quantidade. Praticamente todos que estavam na sala hoje sabiam relacionar a quantidade ao número, só o Rivaldo que não fez a atividade, ele tem se mostrado muito "infantil" no sentido de não ter desenvolvido ainda pensamentos e atitudes de crianças de 06 anos de idade e sim parece continuar com três.

Observações:
* os nomes não são os reais nomes dos estudantes.

Registro de Classe - Página IV - 26/06/2012

Dia 26, este é o último dia da professora do 1º Ano a frente da classe e amanhã assumirei com a missão de até o fim do ano letivo alfabetizar 69% da classe(05 hipótese pré - silábica; 04 hipótese silábica sem valor sonoro, 14 hipóteses com silábica valor sonoro.. 04 hipóteses silábica alfabética *) quando só 03 estudantes desenvolveram a hipótese alfabética da Língua Escrita . Entretanto, vamos ao dia 26: os alunos tiveram como primeira aula leitura; após na sala eles escreveram espontaneamente uma lista com as brincadeiras que eles brincarão no período de férias.


Observações:
* para entender o que é hipótese de escrita: http://dejales.edunet.sp.gov.br/files/CICLO%20I/HIPOTESES%20DE%20ESCRITA.pdf