terça-feira, 12 de junho de 2012

A três dias do final do prazo, inscritos para o exame somam 4 milhões

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já tem 4.023.816 candidatos inscritos, número registrado às 14h desta terça-feira, 12. De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os três estados que registram maior procura são, respectivamente, São Paulo (659.441), Minas Gerais (425.033) e Rio de Janeiro (315.292). Faltando três dias para o encerramento das inscrições, a curva de demanda obedece quase que a mesma variação do ano passado. A expectativa é de que o volume de inscrições cresça nos últimos dias.

O ministro Aloizio Mercadante disse que as inscrições no Enem 2012 não registram problemas. “Estamos chegando a 4 milhões de estudantes inscritos e não tivemos nenhuma dificuldade, e temos ajudado aqueles que, no momento de inscrição, precisam de algum atendimento especial”, disse.

Segundo ele, todas as informações obtidas na inscrição ajudam a preparar a logística da aplicação das provas, como a quantidade de candidatos com deficiência que vão precisar de salas especiais e ajuda de ledores, inclusive em libras, ou testes em braile. “Tudo isso é pesquisado na inscrição e nos permite fazer um bom planejamento. Mudamos a metodologia de correção do Enem, que terá critérios mais objetivos e rigorosos”, ressaltou.

“Estamos trabalhando intensamente para garantir, do momento da inscrição até a hora da prova, o máximo de tranquilidade para os candidatos e suas famílias”, disse o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa. Segundo ele, o volume de inscrições, nestes 16 dias, está dentro das expectativas. Uma das preocupações do instituto é assegurar direitos iguais a todos os alunos, o que inclui atendimentos especiais a muitos deles.

Até agora, no ato da inscrição, 1.849 candidatos pediram auxílio de um ledor, 203 solicitaram prova em braile, 1.846 requisitaram assistência para déficit de atenção e dislexia e 1.103 pediram intérprete em língua brasileira de sinais (libras). Os sabatistas – pessoas que guardam o sábado – alcançam, até o momento, o número de 58.289. Do total, 758 apresentaram-se como gestantes e 1.260 são lactantes.

Enquanto um grande contingente dos que vão fazer a prova está concentrado na faixa etária de 17 anos (662.822), o número de candidatos de 21 a 30 anos está maior: 1.176.934. O presidente do Inep lembrou que faltam apenas três dias para o término das inscrições e salientou que o instituto tem equipes em funcionamento 24 horas para atender a todas as dificuldades. O total de candidatos, na última parcial divulgada pelo Inep, foi de exatos 4.023.816. O Exame Nacional do Ensino Médio será realizado nos dias 3 e 4 de novembro, em 1.612 municípios brasileiros.

Assessoria de Imprensa do Inep

Terceira edição das Olimpiadas de Língua Portuguesa tem sua inscrição prorrogada

A terceira edição das Olímpiadas de Língua Portuguesa teve suas inscrições professores e adesões das escolas prorrogadas até o dia 22 de Junho. Os interessados em participar devem acessar o site http://www.escrevendo.cenpec.org.br/ e preencher o formulário online para efetuar a inscrição. Até o momento estão inscritos 71511 professores(as), foram feitas 27 adesões por parte dos Estados da federação e 4683 adesões de municipios interessados em participar da 3ª edição.Veja a seguir, com dados do site das Olímpiadas, oque é e histórico das Olimpiadas.
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (Olimpíada) desenvolve ações de formação de professores com o objetivo de contribuir para a melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras.
A Olimpíada tem caráter bienal e, em anos pares, realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. Na 3ª edição participam professores e alunos do 5º ano do Ensino Fundamental (EF) ao 3º ano do Ensino Médio (EM), nas categorias: Poema no 5º e 6º anos EF; Memórias no 7º e 8º anos EF; Crônica no 9º ano EF e 1º ano EM; Artigo de opinião no 2º e 3º anos EM. Nos anos ímpares, desenvolve ações de formação presencial e a distância, além da realização de estudos e pesquisas, elaboração e produção de recursos e materiais educativos.

Uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec — Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária,  a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro tem como parceiros na execução das ações o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Canal Futura.

Histórico

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro fundamentou-se na experiência do Programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social e pelo Cenpec. Criado em 2002, o Programa constituía uma estratégia de mobilização dos professores por meio de um concurso de produção de textos, que teve três edições voltadas para professores de 4ª e 5ª série do Ensino Fundamental.
Em 2007, foi firmada parceria com o Ministério da Educação, o que possibilitou ampliar a abrangência das ações e a quantidade de anos escolares atendidos por essa iniciativa que passou a ser denominada Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, tendo sido incluída como uma ação do Plano de Desenvolvimento da Educação.
Em 2010, ano da 2ª edição da Olimpíada, inscreveram-se mais de 140 mil professores com uma estimativa de cerca de 7 milhões de alunos de 60 mil escolas públicas localizadas em quase todos os municípios do país (5.498).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Greve nas instituições federais ganhará adesões

A greve dos professores das instituições federais, que atinge 51 unidades em todo país, deve ser ampliada a partir desta segunda-feira (11) com a adesão de servidores. Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos, o movimento crescerá devido ao impasse nas negociações com o governo sobre reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras.



A partir de hoje, também cruzam os braços os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira (13), será a vez dos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União. Na mesma data, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica também anunciaram paralisação das atividades.

A Condsef anunciou que a greve geral dos servidores federais começará na segunda-feira (18) de junho e que será mantida por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada na segunda-feira (4) por mais de 300 representantes sindicais de 20 unidades da federação, reunidos em assembleia, em Brasília (DF). Nessa data, servidores marcharam na Esplanada dos Ministérios na terça-feira (5) e foram recebidos em reunião no Ministério do Planejamento, mas segundo os grevistas, não houve avanços nas negociações.

Além das questões salariais e da cobrança por reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos, os servidores federais também protestam contra a Medida Provisória 568/12, em tramitação no Congresso Nacional. Caso aprovada, a norma muda o cálculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei.

Há mais de 20 dias, os professores das universidades federais deflagraram a greve que vem atraindo outros trabalhadores e também estudantes universitários. Na terça-feira (5), mais de 400 estudantes se reuniram no Auditório de Matemática e Estatística localizado no campus Goiânia da Universidade Federal de Goiás (UFG), para declarar apoio à greve dos professores.

A reunião teve início com um discurso da presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (ADUFG), Rosana Borges, especificando as pautas da greve dos professores que será deflagrada na próxima segunda-feira (11). Além da professora Rosana, a assembleia contou com a presença de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e Federação de Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes).

Após o discurso, os estudantes promoveram debates sobre a educação e também realizaram uma votação que decidiu por unanimidade declarar apoio aos professores e deflagrar greve estudantil na mesma data escolhida pelos docentes.

Entre as pautas reivindicadas pelo corpo discente, estão a exigência do aumento do número de funcionários, melhorias na infraestrutura dos campi do interior do estado, mais verbas para a assistência estudantil, a ampliação dos restaurantes universitários e das moradias estudantis.

Para o presidente do DCE da universidade, Iago Montalvão, é importante que os estudantes apóiem os professores e reivindiquem suas próprias pautas.

"A entrada dos estudantes nessa luta demonstra a solidariedade para com os professores que merecem sim ser valorizados. Além disso, é o momento fundamental para pautarmos nossas reivindicações e conquistarmos nossos direitos’’, declarou.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) reforçou a defesa de uma reforma universitária democrática e declarou todo seu apoio à greve. Em sua última reunião de diretoria executiva, realizada no dia 31 de maio, uma nota foi lançada declarando apoio às paralisações e reivindicando um novo Plano Nacional de Ensino (PNE) à altura dos desafios do país.

O movimento estudantil continuará acompanhando as discussões desta semana sobre o novo Plano Nacional de Educação. A expectativa é que ele seja votado logo e que o mesmo garanta 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% dos royalties e Fundo Social do Pré-Sal para educação.

O Ministério da Educação considera a paralisação precipitada pois acredita que há tempo suficiente para alterações no Projeto de Lei Orçamentária para 2013, que deve ser fechado até 31 de agosto. O Ministério do Planejamento ainda não se manifestou oficialmente sobre o indicativo de greve geral dos servidores públicos federais.

Com agências

Bahia: servidores da UFBA e UFRB entram em greve

Por ampla maioria e apenas duas abstenções, os servidores técnico-administrativos da UFBA (Universidade Federal da Bahia) deflagraram greve por tempo indeterminado. A votação ocorreu durante assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira (11), na Escola Politécnica da UFBA.


A greve também foi deflagrada pelos servidores da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), que realizaram assembleia em Cruz das Almas.

Os servidores da UFBA aprovaram por ampla maioria, em regime de votação, o desconto do fundo de greve, que é feito nos contracheques dos servidores para manter o movimento. Eles debateram também as exigências da Lei de Greve. “Vamos cumprir o que determina a Lei de Greve. Estamos deflagrando a greve hoje, mas cumpriremos o prazo de 72 horas para o inicio da greve, que, no caso, será sexta-feira, dia 15”, explica a coordenadora geral da ASSUFBA Sindicato, Nadja Rabello.

“Já foram realizadas 57 reuniões com o governo. Nenhuma resposta concreta nos foi dada, estamos preparados para esta luta. Chega de amargar prejuízos, vamos construir uma greve forte”, afirmou o coordenador jurídico da ASSUFBA (Sindicato dos assistentes técnico-Administrativos da UFBA e UFRB), Paulo César Vaz.

“Essa vai ser uma greve mais arrojada, de resistência. A UFBA e a UFRB nunca se negaram a luta, e agora não será diferente”, enfatiza Vaz.

O movimento foi decidido em reunião da plenária da FASUBRA Sindical (entidade federal a qual a ASSUFBA Sindicato é subordinada), realizada nos dias 3 e 4 de junho, em Brasília, quando foi aprovado, com apenas duas abstenções, a deflagração da greve para o dia 11 de junho. Ao todo participaram 37 entidades e 173 delegados de todo país. 

Pauta local – A ASSUFBA trará às atividades de greve os debates sobre Turnos Contínuos, Capacitação, Condições de Trabalho, Saúde do Trabalhador e a Democratização das Relações Internas na UFBA e UFRB. Além disso, o Sindicato está numa luta forte contra os artigos da MP 568/12 que prejudicam os servidores da área de saúde, principalmente os médicos que tiveram prejuízos dobrados com a mudança na tabela.

“No campo político a ASSUFBA mantém seu compromisso em defesa da Paridade, do PCCTAE, no campo jurídico, estamos atentos à legislação para fazermos um movimento forte, inclusive com atenção especial aos servidores em estágio probatório, para que não sejam cerceados”, garantiu Nadja Rabello, coordenadora geral da ASSUFBA.

Na sexta, dia 15, a categoria vai realizar uma grande assembleia na reitoria da UFBA, no Canela, a partir das 10h. “Será um ato conjunto da UFBA e UFRB, onde daremos início ao nosso movimento, afirma a coordenadora geral da ASSUFBA, Nadja Rabello.

Pauta da Greve

I - Eixo Específico: 
- Reajuste Salarial: Recurso para o piso - Piso de 3 Salário Mínimo (SM) e Step de 5%; 
- Racionalização dos Cargos; 
- Reposicionamento dos Aposentados; - Mudança do Anexo IV (Incentivo a Qualificação); 
- Devolução do Vencimento Básico Complementar Absorvido (Mudança na Lei da Carreira - 11.091/05); 
- Isonomia Salarial e de Benefícios entre os Três Poderes. 

II- Eixo Geral: 
Luta contra a EBSERH; Luta contra a Terceirização, por concurso Público já!; Lutar por 10% do PIB para Educação; Implantação da jornada ininterrupta de trabalho de 30h sem redução de salário; Contra a MP 568/12 nos artigos que atingem a redução Salarial dos Médicos e Médicos Veterinários e da Insalubridade/Periculosidade. Em defesa da Negociação coletiva, Data base e definição da política salarial; Ascensão Funcional (em defesa da PEC 257/95).

Fonte: Ascom ASSUFBA Sindicato
 

sábado, 9 de junho de 2012

Docentes da UFRN votarão indicativo de greve em plebiscito

Em Assembleia participativa, realizada na tarde desta quarta-feira (6), os docentes da UFRN decidiram pela realização de um plebiscito no próximo dia 12 de junho para decidir sobre o indicativo de greve para o dia 15 de junho. 


Após mais de duas horas de debate no auditório do Centro de Educação, os professores aprovaram o indicativo de greve com 54 votos favoráveis à realização e 49 contrários, havendo ainda 3 abstenções, para ser votado no plebiscito.

Para o presidente do ADURN-Sindicato, João Bosco Araújo, a Assembleia “se apresentou como um espaço legítimo, democrático e representativo para que a categoria pudesse discutir o processo de negociação sobre a reestruturação das carreiras do Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e se posicionar diante dos acontecimentos. É importante esclarecer que, pelo nosso Estatuto, a decisão sobre a realização de greve só pode ser feita em plebiscito. Do ponto de vista da representatividade e da legitimidade nada mais democrático que um plebiscito, que permite o posicionamento de todos os docentes sindicalizados”.

Durante todo o processo de negociação, os dirigentes do PROIFES e do ADURN-Sindicato tem defendido que a negociação deverá, até o último momento, pautar as ações da entidade e dos sindicatos federados. “As Diretorias destas entidades têm apostado na negociação e mobilizado suas forças para destravar esta roda de negociação e avançar nas conquistas das demandas da categoria. Mas respeitaremos a decisão da categoria em levar à votação o início da paralisação na UFRN e encaminharemos a realização do plebiscito e seu resultado”.

O diretor de Política Sindical do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, esclarece que o plebiscito acontece dia 12 de junho com urnas nos Centros e Unidades Acadêmicas, mas que o processo será definido pelo Conselho de Representantes.

Principais reivindicações

Segundo o dirigente, entre os principais pontos de reivindicação do ADURN-Sindicato e do PROIFES-Federação, estão a equiparação salarial das carreiras do Magistério Superior (MS) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) com a de Ciência e Tecnologia e a retomada das negociações com o Governo.

“Ontem, em reunião com o PROIFES-Federação, o MEC anunciou a retomada do GT Carreira e se posicionou a favor do alinhamento das carreiras docentes com a de Ciência e Tecnologia. Portanto, continuaremos a defender a aposta na continuidade das negociações”, defendeu Bosco.

De Natal,
Jana Sá