sexta-feira, 23 de março de 2012

ANPG convoca paralisação nacional de pós-graduandos pelo reajuste de bolsas já!

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convoca os pós-graduandos e as pós-graduandas de todo o país a paralisarem todas as suas atividades acadêmicas e de pesquisa no dia 29 de março em defesa do reajuste imediato do valor das bolsas de mestrado e doutorado, há 4 anos congeladas – a inflação acumulada do período já supera os 20%.
Há pelo menos dois anos os pós-graduandos do país vêm pautando a importância da valorização das bolsas de pesquisa em um país que almeja uma posição de maior destaque na geopolítica mundial. Em 2011 os pós-graduandos realizaram diversas atividades nas universidades, rodaram um abaixo-assinado (que já supera 50 mil assinaturas) e angariaram apoio de reitores, conselhos universitários, assembleias legislativas, parlamentares, intelectuais, entidades da sociedade civil organizada, entre outros. A ANPG também apresentou propostas de emenda ao Orçamento da União para garantir o reajuste e também apresentou sua pauta aos presidentes da Capes e do CNPq, aos ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação e até à presidenta Dilma Rousseff.
Todos os que receberam a reivindicação se disseram sensíveis à pauta, entretanto, o corte no Orçamento 2012, que reduziu em 22% as verbas do MCTI, indicam que as prioridades que marcam a política econômica federal prejudicam o desenvolvimento do país. Este depende, dentre outros fatores, de recursos humanos qualificados, capazes de contribuir para superar os gargalos históricos da nação.
Semana de mobilização
Assim, convocamos as APG’s e pós-graduandos a realizarem mobilizações nas universidades de forma concentrada na semana de 26 a 30 de março, pautando o reajuste das bolsas como a pauta central dos pós-graduandos na Jornada Nacional de Lutas da UNE, UBES e ANPG, que ocorre no período.
Entre as ações sugeridas pela campanha estão a realização de atos; festas-protesto de aniversário dos 4 anos sem reajuste; instalação de murais de apoiadores da campanha; coleta de moedas para “garantir” o orçamento do governo federal para conceder o reajuste; instalação de um contador de dias sem reajuste (nesta quinta-feira, dia 22 de março, completam-se 1391 dias); debates e moções de apoio dos órgãos colegiados das instituições e entidades dos movimentos sociais.
Paralisação
Entretanto, o foco da mobilização deve ser a paralisação das atividades acadêmicas e de pesquisa no dia 29 de março. Para tanto, vale realizar aulas públicas e outras atividades que reúnam os pós-graduandos, panfletagens e outros instrumentos. O importante é garantir e registrar o protesto pelo longo período sem reajuste das bolsas.
A produção de pesquisas concatenadas com as grandes questões nacionais e ao mesmo tempo livres, criativas, inovadoras, depende de investimento material e valorização social. É neste sentido que a ANPG pauta a humanização das bolsas de pesquisa, tendo como reivindicação imediata o reajuste e uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa.
Pela valorização das bolsas de pesquisa!

Além da campanha de bolsas, participe também do congresso da ANPG, de 3 a 6 de maio na Unifesp (São Paulo/SP).
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MEC decide fechar universidade particular em SP por irregularidades

O Ministério da Educação (MEC) decidiu descredenciar a Universidade São Marcos, de São Paulo, após verificar inúmeras irregularidade na oferta de cursos. Entre elas, o descumprimento de medidas cautelares determinadas pelo ministério em função do baixo de desempenho da instituição nas avaliações da pasta.
O descredenciamento significa, na prática, o encerramento das atividade da São Marcos. Os cerca de 2 mil alunos da instituição devem ser transferidos para outras faculdades. A São Marcos tem 90 dias para providenciar a mudança e entregar toda a documentação acadêmica aos alunos.
De acordo com o MEC, as irregularidades verificadas “comprometem o funcionamento” da universidade. Além de descumprir as medidas determinas pelo ministério no ano passado durante processo de supervisão, a pasta constatou que há “inviabilidade financeira e desorganização acadêmica e administrativa”.
A reportagem da Agência Brasil não conseguiu localizar os dirigentes da instituição para comentar a decisão do MEC.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 22 de março de 2012

Concurso Público de Suzano/SP: Inscrições se encerram na terça (27/3)

Se encerram na próxima terça-feira (27/3), às 16h, as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Suzano, que deve ser feitas exclusivamente na página da Fundação Vunesp na internet (www.vunesp.com.br), responsável pelas provas.

É importante que o candidato leia atentamente os editais de abertura e de retificação que estão disponíveis neste site, no botão “Concursos Públicos”, localizado à esquerda da tela inicial, na parte inferior.

Ao todo são oferecidas 190 vagas nas áreas de educação, saúde e administração geral, em cargos de ensino superior, médio e fundamental completos. A taxa de inscrição varia de R$ 30 (fundamental) a R$ 70 (superior) e os salários, entre R$ 928 e R$ 5.319, mais benefícios.

Este é o sétimo concurso público realizado pela atual gestão, que desde o seu início, em 2005, assumiu o compromisso de organizar e profissionalizar o quadro funcional da Prefeitura. A realização de concursos públicos é a garantia de democratização do acesso ao emprego público e melhoria da qualidade do serviço prestado à população, evitando os contratos emergenciais ou temporários que tanto prejudicam o aprendizado do funcionalismo e sua especialização nas áreas técnicas da administração.

Além disso, o concurso integra a política de valorização do funcionalismo municipal que incluiu, em 2010, a reversão do regime (de celetista para estatutário), a criação do Estatuto e a instituição do Plano de Carreira.
Alexandre Trindade

INSCRIÇÕES CURSO PREPARATÓRIO - SUZANO

http://libertatliberdade.blogspot.com.br/p/inscricoes-curso-preparatorio-suzano_05.html

Eleição para diretor : uma realidade em Suzano/SP

A cidade de Suzano , na Grande São Paulo dá um exemplo de democracia participativa nas escolas de sua rede de ensino. No dia 17 desse mês foi publicado edital para o processo eleitoral para escolha de Coordenadores Educacionais(diretor). Leia texto publicado no site da prefeitura de Suzano/SP:

Secretaria de Educação inicia processo para escolha de coordenador educacional
A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Suzano iniciou na última semana o processo para a escolha de coordenadores educacionais. O edital foi publicado no dia 17/3. A escolha dos coordenadores (antigos diretores) é feita pela comunidade e funcionários, tornando o processo democrático e participativo.
Ao todo são 12 vagas, sendo uma para cada escola (confira lista abaixo). Podem concorrer ao cargo professores concursados com três anos de experiência no magistério, já aprovados no período probatório da prefeitura e que não respondam a processo administrativo.
São pré-requisitos para concorrer à eleição: a participação no Curso de Administração e Gestão Escolar, que será ministrado nos dias 23, 24 e 26/3, no Complexo Educacional Mirambava; apresentação de documentos pessoais e apresentação de um plano de trabalho coerente com o projeto político pedagógico da escola em que desejam atuar, bem como com as diretrizes educacionais da Secretaria Municipal de Educação.
Cada candidato pode inscrever-se para o cargo em no máximo duas escolas.
De 10 a 13/4, a Comissão de Processo Eleitoral da SME irá avaliar os projetos e a documentação do candidato. O resultado será divulgado no dia 16/4.
A partir desta data os candidatos que tiverem suas propostas aprovadas iniciarão sua campanha nas escolas apresentando seu plano de trabalho. Esta etapa ocorrerá entre os dias 20 e 28/4.
A eleição para coordenador educacional será realizada entre os dias 2 e 5/4 nas unidades escolares. Podem votar profissionais da unidade escolar, representantes legais de alunos menores de 16 anos e alunos da rede municipal maiores de 16 anos. Vale lembrar que os votos são por família, logo se em uma escola estiverem matriculados dois alunos da mesma família, será considerado apenas um voto.

Relação das escolas onde acontecerá a eleição de coordenadores educacionais
EMEIF Profª Ana Rita Gomes
EMEF Antônio Marquês Figueira
EMEIF Antônio Teixeira
EMEF CAIC
EMEF Profª Célia Pereira
EMEI Cidade Edson
EMEI Profº Darcy Correa Gonçalves
EMEF Profº Manoel Vicente Ferreira Filho
EMEI Parque Maria Helena
EMEI Suzano Centro
EMEF Profª Therezinha Pereira Lima Muzzel
EMEIF Profº José Cardoso dos Santos


Eloisa Helena

terça-feira, 20 de março de 2012

Pós-graduandos mobilizam internet para exigir reajuste de bolsas

A Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal de Viçosa (MG) realizou um protesto nas redes sociais para chamar a atenção para o fato de que, há quatro anos, as principais bolsas brasileiras de fomento à pesquisa estão sem reajuste, acumulando uma perda estimada de 40%. No lugar de apito ou nariz de palhaço, um bolo com quatro velas. A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) mantém uma campanha permanente que expõe a necessidade de um reajuste entre 36 a 39%.

Abaixo, reprodução de texto publicado pelo jornal Estado de Minas, sábado (17), que aborda a luta dos pesquisadores no país:





Bolsas de mestrado e doutorado entram no quarto ano sem reajustes

Com dedicação exclusiva à universidade e longe de sua cidade natal na maior parte dos casos, pesquisadores precisam sobreviver com bolsas defasadas e ainda responder à pressão (e os gastos!) da vida acadêmica, publicando e viajando para participar de congressos e seminários


Começaram em Viçosa, na Zona da Mata mineira, os preparativos para mais um "apagar de velas" que atinge todos os alunos de pós-graduação do País, especialmente mestrandos e doutorandos. Embora possa sugerir um momento de festa, o gesto articulado pelas associações de pós-graduandos (APG's) traz um significado carregado de ironia e tom crítico, já que a ocasião "celebrada" são os quatro anos sem reajuste nas duas principais bolsas brasileiras de fomento à pesquisa, a do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), acumulando, ao longo desse período, uma perda estimada de 40% em seu valor. O último aumento (foto) foi realizado no dia 06 de junho de 2008, por resolução do então presidente do CNPq, o cientista Marco Antonio Zago.

Ao invés de apitos, tinta para o rosto ou nariz de palhaço - adereços comuns em protestos estudantis -, a ação organizada pela APG da Universidade Federal de Viçosa (UFV) utilizou o Facebook como ferramenta para soprar simbolicamente uma vela para cada ano sem melhorias no benefício. "Os futuros professores e pesquisadores deste País devem ser tratados com mais dignidade para um casamento de sucesso entre educação e ciência de qualidade", diz parte do manifesto publicado na rede social. O presidente da APG/UFV, André Ricardo e Silva, atualmente no pós-doutorado em Medicina Veterinária, recorre ao educador Paulo Freire para explicar a ideia do protesto. "É preciso ajudar a formar esse poder crítico sobre a situação para que os pós-graduandos tenham a consciência necessária para mudá-la", pontuou.

A mobilização organizada na Zona da Mata foi a primeira de uma série de ações nacionais previstas para os próximos três meses, como forma de pressionar órgãos fomentadores e governo. Elisangela Lizardo, doutoranda em Educação pela PUC-SP e presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), conta que existe uma campanha permanente em todo Brasil pelo aumento. "Pedimos um reajuste de 36 a 39%. É preciso lembrar que o pós-graduando já está na fase adulta, tem família, precisa se manter e também ir a congressos internacionais, publicar, comprar livros, o que não consegue fazer com este valor", lembra Lizardo. "Hoje um mestrando recebe uma ajuda menor que dois salários mínimos", exemplifica a doutoranda.

Concorrência desleal

Atualmente, CNPq e CAPES oferecem bolsas para o mestrado e doutorado de R$ 1200 e R$ 1800, respectivamente. O valor é considerado baixo pela ANPG, já que na maioria das vezes a quantia é a única fonte de renda dos pós-graduandos. "É importante lembrar que a bolsa não é um salário, mas ainda assim é uma concorrência desleal com o mercado de trabalho, já que muitos acabam se sentindo mais atraídos pelos valores altos que algumas profissões oferecem no início da carreira", pontua Lizardo.

Uma portaria recente da CAPES e do CNPq permitiu o acúmulo de bolsas com atividades remuneradas, desde que relacionadas à sua área de atuação e de "interesse para sua formação acadêmica, científica e tecnológica". Para receber a complementação financeira ou atuar como docente, o bolsista deve obter autorização, concedida por seu orientador. Apesar de facilitar, a portaria não é o ideal, como pontua a doutoranda em Bioquímica e Imunologia da UFMG, Juliana Barbosa. "Apesar dessa possibilidade, sempre um dos lados vai ficar prejudicado, já que as atividades do doutorado, pelo menos em minha área, exigem muita dedicação", opina.

É preciso ter paixão


A presidente da ANPG lembra que a pós-graduação é uma "opção" e destaca que as bolsas não devem ser encaradas com um salário, mas ressalta: "o ideal é que valorizem (o benefício) o suficiente para as pessoas seguirem na carreira acadêmica e dedicarem um tempo a mais para sua formação". 

A "opção" citada por Lizardo foi tomada pela capixaba Suellen dos Santos, de 24 anos, que vive desde 2007 em Viçosa - a 628 km de sua terra natal, São Mateus (ES) - para realizar o sonho de ser pesquisadora. Exemplo de superação na vida pessoal e acadêmica, ela concluiu sua graduação em Gestão de Cooperativas no final do ano passado e, com um projeto sobre políticas habitacionais, sua ponte para o mestrado foi direta.

Bolsista pela CAPES, Suellen dependerá da ajuda do órgão nos próximos dois anos (seis, se seguir no doutorado) para conseguir viver na cidade. Enquanto o primeiro benefício não chega, ela já sente as diferenças da vida de pós-graduando. "Precisei sair do alojamento da graduação, que era gratuito, e agora pago aluguel em uma república. E tem outros gastos como xerox, livros, congressos", conta Suellen, que dedica cerca de 15 horas de seu dia à universidade e aos estudos.

Apesar do aperto, a mestranda mantém discurso alinhado com o de Elisangela e lembra que quem gosta da vida acadêmica, precisa se adaptar. "Ainda que tenhamos uma paixão, ficamos limitados na hora de fazer tudo que temos interesse, afinal, é lógico que a questão financeira é um fator limitante, mas quem deseja seguir este caminho precisa se adequar à situação", lembra.

Assim como Suellen, Camila Soares Cunha, de 24 anos, também mudou de cidade para seguir vida acadêmica. Natural de João Monlevade, na Região Metropolitana de BH, ela é bolsista da CNPq e cursa o mestrado em Zootecnia, com um projeto sobre a fisiologia da reprodução animal. Ela também depende da bolsa para sobreviver e se declara apaixonada pela carreira, mas destaca os custos que têm. "Os congressos normalmente são caros, porque tem a passagem, hospedagem, até um curso de inglês que você quer fazer para complementar sua formação fica complicado. A ajuda acaba ficando para o básico mesmo, não sobra muito para manter o que, em minha opinião, seriam todas as obrigações dos pós-graduandos", contou.

Tom de esperança


Apesar de manter a postura crítica e seguir com a campanha pelo reajuste, a presidente da ANPG mostra um tom mais otimista em relação à possibilidade de um aumento ainda este ano. "As respostas até então eram sempre muito desesperançosas no governo Dilma, mas depois de uma série de conversas, as agências (CNPq e CAPES) têm mostrado uma sensibilidade maior", comenta Lizardo, que participou de uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff no final do último ano e luta pela realização de uma audiência pública sobre o assunto ainda em março.

Procurados para comentar as negociações sobre o reajuste das bolsas, os presidentes do CNPq e da CAPES estavam em compromissos no exterior e não retornaram até o fechamento desta reportagem.

Análise da notícia


Mais do que a boa vontade e disposição demonstradas pela CAPES e pelo CNPq (e confirmadas pela presidente da ANPG) para discutir o assunto, é necessária a definição mais precisa dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação – em conjunto com Casa Civil e Planejamento – de uma política específica para o reajuste das bolsas. É fato que o investimento aumentou e o número de benefícios oferecidos também, como demonstram dados do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG). No entanto, para titular mais doutores, como o próprio PNPG idealiza, é necessário se pensar a condição mínima para esta formação, lembrando a tênue relação 'quantidade de bolsas oferecidas' x 'condições básicas para a pesquisa acadêmica'. Ou, em outras palavras, como o próprio texto do PNPG traz em seu segundo volume, na página 295, verificar se o "volume de recursos é suficiente para manter o setor funcionando com um mínimo de qualidade".

Fonte: Estado de Minas