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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

120 mil exemplares: 'A privataria tucana' chega ao topo dos mais vendidos

O ano começou com mudanças surpreendentes. Na lista geral dos títulos mais vendidos, a dobradinha da Companhia das Letras, que dominava o topo desde novembro com "Steve Jobs" e "As esganadas", foi desbancada por "A privataria tucana", lançado há um mês com muito barulho. Já na lista de autoajuda, foi o padre Marcelo Rossi quem perdeu o posto de mais vendido pela primeira vez em mais de um ano – e para Nietzsche, justamente o filósofo que anunciou a morte de Deus.

"A privataria tucana" (Geração Editorial), do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que faz denúncias envolvendo figuras-chaves do PSDB, chegou ao topo da lista geral com 8.851 exemplares vendidos. "Steve Jobs", livro campeão de vendas no mês do Natal, e "As esganadas", de Jô Soares, fecharam a primeira semana do ano com 6.011 e 5.862 cópias, respectivamente.

Desde que foi lançado, o livro do jornalista Amaury Junior já vendeu mais de 120 mil exemplares. Um recorde nacional em livros do gênero.

Em autoajuda, "Nietzsche para estressados" (Sextante) chegou ao primeiro lugar com 2.242 livros, apenas dez a mais do que "Ágape" (Globo Livros), de Marcelo Rossi, o maior sucesso nacional dos últimos tempos.

Fonte: da redação, com informações da PublishNews


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

2011, o ano da mídia golpista, 2012, o ano da privataria

2011, o ano da mídia golpista, 2012, o ano da privataria


A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas. 

Por Maria Inês Nassif*


Em 2005, quando começaram a aparecer resultados da política de compensação de renda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva – a melhoria na distribuição de renda e o avanço do eleitorado “lulista” nas populações mais pobres, antes facilmente capturáveis pelo voto conservador –, eles eram mensuráveis. Renda é renda, voto é voto. Isso permitia a antevisão da mudança que se prenunciava. Tinha o rosto de uma política, de pessoas que ascendiam ao mercado de consumo e da decadência das elites políticas tradicionais em redutos de votos “do atraso”. 

Um balanço do que foi 2011, pela profusão de caminhos e possibilidades que se abriram, torna menos óbvia a sensação de que o mundo caminha, e o Brasil caminha também, e até melhor. O país está andando com relativa desenvoltura. Não que vá chegar ao que era (no passado) o Primeiro Mundo num passe de mágica, mas com certeza a algo melhor do que as experiências que acumulou ao longo da sua pobre história.

O perfil político do governo Dilma é mais difuso, mas não se pode negar que tenha estilo próprio, e sorte. As ofensivas da mídia tradicional contra o seu ministério permitirão a ela, no próximo ano, fazer um gabinete como credora de praticamente todos os partidos da coalizão governamental. No início do governo, os partidos tinham teoricamente poder sobre ela, uma presidente que chegou ao Planalto sem fazer vestibular em outras eleições. Na reforma ministerial, ela passa a ter maior poder de impor nomes do que os partidos aliados, inclusive o PT. Do ponto de vista da eficiência da máquina pública – e este é o perfil da presidente – ela ganha muito num ano em que os partidos estarão mais ocupados com as questões municipais e em que o governo federal precisa agilidade para recuperar o ritmo de crescimento e fazer as obras para a Copa do Mundo. 

Sorte ou arte, o distanciamento de Dilma das denúncias contra os seus ministros, o fato de não segurar ninguém e, especialmente, seu estilo de manter o pé no acelerador das políticas públicas independentemente se o ministro da pasta é o candidato a ser derrubado pela imprensa, não a contaminaram com os malfeitos atribuídos a subalternos. Prova é a popularidade registrada no último mês do ano.

Mais sorte que arte, a reforma ministerial começa no momento em que a grande mídia, que derrubou um a um sete ministros de Dilma, se meteu na enrascada de lidar com muito pouca arte no episódio do livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Passou recibo numa denúncia fundamentada e grave. Envolve venda (ou doação) do patrimônio público, lavagem de dinheiro – e, na prática, a arrogância de um projeto político que, fundamentado na ideia de redução do Estado, incorporou como estratégia a “construção” de uma “burguesia moderna”, escolhida a dedo por uma elite iluminada, e tecida especialmente para redimir o país da velha oligarquia, mas em aliança com ela própria. Os beneficiários foram os salvadores liberais, príncipes da nova era. O livro Cabeças de Planilha, de Luís Nassif, e o de Amaury, são complementares. O ciclo brasileiro do neoliberalismo tucano é desvendado em dois volumes “malditos” pela grande imprensa e provado por muitas novas fortunas. Na teoria. Na prática, isso é apenas a ponta do iceberg, como disse Ribeiro Jr. no debate de ontem (20), realizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, no Sindicato dos Bancários: se o Privataria virar CPI, José Serra, família e amigos serão apenas o começo.

Privataria tem muito a ver com a conjuntura e com o esporte preferido da imprensa este ano, o “ministro no alvo”. Até a edição do livro, a imprensa mantinha o seu poder de agendamento e derrubava ministros por quilo; Dilma fingia indiferença e dava a cabeça do escolhido. A grande mídia exultou de poder: depois de derrubar um presidente, nos anos 1990, passou a definir gabinetes, em 2011, sem ter sido eleito e sem participar do governo de coalizão da mandatária do país. A ideologia conservadora segundo a qual a política é intrinsecamente suja, e a democracia uma obra de ignorantes, resolveu o fato de que a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizimou a oposição institucional, em 2010, e a criação do PSD jogou as cinzas fora, terceirizando a política: a mídia assumiu, sem constrangimentos, o papel de partido político. No ano de 2011, a única oposição do país foi a mídia tradicional. As pequenas legendas de esquerda sequer fizeram barulho, por falta de condições, inclusive internas (parece que o PSOL levou do PT apenas uma vocação atávica para dissidências internas; e o PT, ao institucionalizar-se, livrou-se um pouco dela – aliás, nem tanto, vide o último capítulo do livro do Amaury Ribeiro Jr.).

Quando a presidente Dilma Rousseff começar a escolher seus novos ministros, e se fizer isso logo, a grande mídia ainda estará sob o impacto do contrangimento. Dilma ganhou, sem imaginar, um presente de Papai Noel. A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.

Isso não chega a ser uma crise que a democracia não tenha condições de lidar. Na CPI dos Anões do Orçamento, que atingiu o Congresso, os partidos viveram intensamente a crise e, até por instinto de sobrevivência, cortaram na própria carne (em alguns casos, com a ajuda da imprensa, jogaram fora a água da bacia com alguns inocentes junto). A CPI pode ser uma boa chance de o Brasil fazer um acerto com a história de suas elites. 

E, mais do que isso, um debate sério, de fato, sobre um sistema político que mantém no poder elites decadentes e é facilmente capturado por interesses privados. Pode dar uma boa mão para o debate sobre a transparência do Estado e sobre uma verdadeira separação da política e do poder econômico. 2012 pode ser bom para a reforma política, apesar de ter eleições municipais. Pode ser o ano em que o Brasil começará a discutir a corrupção do seu sistema político como gente grande. Cansou essa brincadeira de o tema da corrupção ser usado apenas como slogan eleitoral. O Brasil já está maduro para discutir e resolver esse sério problema estrutural da vida política brasileira.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo/Título alterado pelo Vermelho
Fonte: Carta Maior

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Protógenes jogou a bomba do Riocentro

Não adianta falar grosso com o Lupi e fino com o...
A Privataria  Tucana, a Opera Magna do “brilhante” Daniel Dantas,  é a mãe de todos os malfeitos.
A consultoria  do  Palocci, as ONGs do Orlando, o duplo-emprego do Lupi -  isso tudo é brincadeira de criança diante da maior roubalheira numa privatização latino-americana.
A obra do Amaury e seu sucedâneo político, a CPI da Privataria , são a bomba do Riocentro lancada ao colo do Governo.
Se o Governo escala o coronel Job Sant’Ana para desarmar a bomba, babau.
O Merval faz melhor.
A bomba do Riocentro explodiu a farsa da abertura segundo o figurino dos militares.
O Figueiredo prendia, abria e arrebentava e se acumpliciava aos terroristas do Riocentro, aqueles que queriam  explodir  o Chico Buarque com tudo dentro.
O Marco Maia não é o Marco Maia.
Marco Maia é o Governo Lula/Dilma.
Se a CPI do FHC/Dantas/Cerra – é disso que se trata – não sair, babau.
Todos os malfeitos prosperarão – mesmo os dos” pés de chinelo “, para usar expressão da comunidade que o delegado Itagiba frequentava.
Não adianta falar grosso com o Lupi e fininho com o Dantas.
Paulo Henrique Amorim

Quem assinou a CPI da Privataria.
Seu deputado assinou ?