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sábado, 3 de novembro de 2012

Enem 2012: 5,7 milhões de estudantes farão o exame neste sábado


Começa neste sábado (3) o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio()Enem. Mais de 5,7 milhões de estudantes brasileiros são esperados para fazer o exame, que tem início às 13h.

Neste primeiro dia, os alunos serão testados nas áreas de ciências humanas e suas tecnologias — história, geografia, filosofia e sociologia —, e ciências da natureza e suas tecnologias — química, física e biologia. O exame tem duração de quatro horas e 30 minutos e os candidatos poderão sair da sala após duas horas.

Os portões fecharão pontualmente às 13h, no horário de Brasília. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira()Inep, órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela aplicação do Enem, recomenda aos alunos que cheguem aos locais de prova com uma hora de antecedência.

No domingo (4), acontecerá o segundo dia do exame. Os candidatos terão cinco horas e meia para responder a 90 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias, além de escrever a redação.

O Estado de São Paulo tem o maior número de inscritos, com 932,4 mil, seguido de Minas Gerais (653.074), da Bahia (421.731) e do Rio de Janeiro (408.902).

Gabarito e resultado

Os gabaritos das provas serão divulgados pelo Inep no dia 7 de novembro. A previsão é que os resultados gerais saiam no dia 28 de dezembro.

Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim do ensino médio e é utilizado como mecanismo de seleção para ingresso no ensino superior.

Fonte: R7


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Comissão especial vai propor um novo modelo para o ensino médio no País

Para deputado, sistema atual não atende às demandas da economia nem às expectativas dos jovens.
TV Câmara
Educação - Geral - Ensino Superior
Atualmente, apenas 44% dos alunos que entram na educação básica concluem o ensino médio.
A cada 100 alunos que entram no ensino fundamental, apenas 44 continuam nos bancos escolares até o ensino médio. Desses 44, metade abandona as salas de aula e somente 12 chegam à universidade, conforme dados coletados no ano passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Um dos principais motivos para esses índices, segundo o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), é a inadequação do ensino médio à realidade dos jovens. Uma comissão especial da Câmara pretende ajudar a resolver o problema.

Instalada no dia 23 de maio, a Comissão Especial da Reformulação do Ensino Médio reúne até o momento 24 deputados de 13 partidos para encontrar um modelo melhor para a última fase da educação básica no País. “O problema é que o modelo atual é uma etapa meramente intermediária para que aluno possa chegar à universidade. Por isso, não responde às demandas da economia brasileira nem às expectativas de nossos jovens”, argumenta Lopes, que preside o grupo.
Reinaldo Ferrigno
Reginaldo Lopes
Reginaldo Lopes: o ensino médio virou um mero preparatório para o vestibular.
O relator, deputado Wilson Filho (PMDB-PB), explica que o colegiado deve realizar, a partir de agosto, reuniões com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, com técnicos da pasta, secretários de educação, gestores de centros de ensino, pesquisadores nacionais e estrangeiros, além de representantes de entidades que atuam na área. Um relatório preliminar, a ser elaborado até novembro, deverá nortear discussões a respeito do tema em diversos estados. A ideia é que o grupo chegue a uma proposta de alteração da legislação atual sobre o ensino médio até o final do próximo ano.
Conteúdos obrigatórios
Amanda Feitoza é aluna de uma grande escola em Brasília, o Setor Leste. A menina, que pretende estudar medicina, reclama das aulas de física: “Não vou usar essa disciplina para nada, tenho certeza de que isso não fará parte do meu futuro profissional”. Para Roger Vila Nova, colega de Amanda, o problema está nas aulas de química: “Além de não entender todo o conteúdo, sei que nunca irei usá-lo”.
As queixas não são isoladas e boa parte dos estudantes não entende o porquê de determinados conteúdos escolares serem obrigatórios. O problema é que nem todos os alunos pretendem frequentar um curso superior e, além disso, muitas matérias são imediatamente esquecidas após a entrada na universidade. “O conflito aumenta a cada dia: a carga horária é intensa e a maior parte do conteúdo vira uma grande decoreba. Consequência disso é o desinteresse cada vez maior pelo ensino médio”, avalia o doutor em Educação e professor da Universidade de Brasília (UnB) Remi Castioni.
Leonardo Prado
Wilson Filho
Wilson Filho: comissão deve elaborar no ano que vem um projeto de lei sobre o assunto.
Uma saída possível é a estruturação das aulas a partir de áreas de conhecimento, como ciências, cultura, tecnologia e esporte. Cada estudante deveria, portanto, escolher a sua área de interesse, que seria priorizada na grade horária, sem deixar de lado os outros conteúdos. A medida já é implementada, com particularidades, em outros países, como a França, e recebe elogios de alguns alunos, como a Amanda: “A partir do momento em que escolhemos o que vamos estudar, damos valor para aquilo”.
A opção, no entanto, não é unânime. O professor de história Luiz Guilherme Batista acredita que a segmentação do ensino médio pode diminuir a qualidade do aprendizado e, pior, limitar as escolhas profissionais dos estudantes. “Um adolescente não pode definir com 15 anos o que será para o resto da vida. O atual ensino, apesar de seus defeitos, permite que o aluno tenha a chance de fazer uma opção mais ampla. Se ele não tiver acesso a informações gerais em boas aulas, que chance terá de gostar de filosofia, por exemplo?”, questiona.