| Qui, 21/07/11 10h58 | |
Administração é o curso que mais formou bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) desde a sua criação em 2004: 23.429 graduados. Em seguida, na lista dos cursos que mais formaram profissionais pelo programa, aparecem pedagogia (13 mil), direito (11 mil), enfermagem (7,7 mil) e ciências contábeis (7,4 mil). Balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que no total 174,5 mil pessoas já se graduaram pelo programa. Há ainda 464 mil bolsistas ativos atualmente. Pode participar do ProUni o aluno que cursou todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa. Também é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e atender aos critérios de renda do programa. Para o primeiro semestre de 2011, 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar uma das 92 mil bolsas ofertadas. Ainda está prevista uma terceira chamada, que será divulgada pelo MEC na próxima segunda-feira (25). A maior disputa por bolsas do ProUni na última edição foi no Rio Grande do Norte. Cada uma das 718 vagas disponíveis foi disputada por 15 candidatos. Pernambuco, o Pará, Alagoas, o Piauí, o Maranhão e a Paraíba também registraram mais de dez candidatos por bolsa disponível. Em termos absolutos, o estado com o maior número de inscritos foi Minas Gerais (68 mil), seguido por São Paulo (67 mil), pela Bahia (32,1 mil), pelo Rio Grande do Sul (32 mil) e pelo Rio de Janeiro (29 mil). Por Agência Brasil. |
quinta-feira, 21 de julho de 2011
ProUni já conta com quase 175 mil formandos
sábado, 16 de julho de 2011
Estudantes chilenos dançam Triller para exorcizar má educação
Passeatas estudantis gigantes, pedindo democracia e melhoria da educação, se repetiram em Santiago, capital do Chile nos últimos meses. Entre as atividades o marco das mobilizações estudantis por uma educação de qualidade aconteceu em 24 de julho. Quando milhares de estudantes se reuniram em frente ao Palácio de la Moneda para um protesto bem humorado e coreografado.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
IHGB reconhece contribuição histórica de Nelson Werneck Sodré
O Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB), localizado na cidade do Rio de Janeiro, fez uma homenagem ao Centenário de Nelson Werneck Sodré na quarta-feira (13). A Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas do Instituto fez uma sessão solene, considerada pelo professor José Arthur Rios, em seus comentários finais, “um evento especialíssimo.”
“A importância desse evento deve-se não apenas ao reconhecimento unânime do valor da obra desse historiador por um órgão da mais alta competência no campo de estudo científico da história, mas também pelo significado histórico do gesto dessa Comissão”, declara a professora doutora Olga Sodré.O atual presidente do IHGB, professor Arno Wehling, relembrou seu espanto pela ausência da citação do nome do autor nas listas acadêmicas dos grandes historiadores de seu período e suas iniciativas para o reconhecimento de Nelson Werneck Sodré junto a seus alunos.
Nelson Werneck Sodré, apesar do reconhecimento público do valor de sua obra, não fazia ainda parte do Instituto até agosto de 1997, quando foi eleito sócio honorário, na chamada “eleição dos grandes nomes”. A professora Esther Caldas Bertoletti, membro da diretoria do IHGB e assessora do Ministério da Cultura, discorreu sobre o valor da obra “História da Imprensa no Brasil” e sobre seu acervo na Biblioteca Nacional.
O professor Cândido Mendes, que dirigiu o departamento de História do ISEB, no qual Nelson Werneck Sodré lecionou, fez um brilhante e comovente testemunho da história dessa instituição, de suas cisões e de sua brutal extinção pela ditadura. Apesar das diferenças de ponto de vista, ressaltou o monumental valor da contribuição de Nelson Werneck Sodré e sua coerência metodológica.
A vice-diretora do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Norma Cortes, falou sobre o papel de Nelson Werneck Sodré na formação da consciência nacional. Olga Sodré, presidente do ISEB-NWS e diretora do CEB-NWS, destacou a originalidade da metodologia histórica de Nelson Werneck Sodré, a criatividade de seu enfoque marxista aplicado ao conhecimento do processo histórico brasileiro, o pioneirismo de seus sessenta anos de pesquisa social e sua contribuição para o memorialismo, para o estudo da cultura nacional e da comunicação.
USP homenageia Centenário
A Universidade de São Paulo (USP) presta uma homenagem para o Centenário de nascimento de Nelson Werneck Sodré na próxima terça-feira (19). Uma das salas do curso de História da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, receberá o nome de “Nelson Werneck Sodré”.
A inauguração será durante o Encontro Nacional da ANPUH (Associação Nacional de História), das 12h às 14h, no Edifício Eurípedes Simões de Paula. O secretário de Cultura de Itu, professor Jonas Soares, estará representando o Centro de Estudos Brasileiros Nelson Werneck Sodré. O professor e doutor em História Social Marcos Silva, organizador do “Dicionário crítico Nelson Werneck Sodré”, também participa do evento.
Da redação
SBPC encerra reunião anual pedindo novas leis para pesquisa
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) encerra nesta sexta-feira (15) sua 63ª reunião anual. Ao fazer um balanço do encontro, a presidente da SBPC, Helena Nader, mostrou-se preocupada com a formulação de novos marcos legais para pesquisa e desenvolvimento e aflita com o corte orçamentário de 25% da verbas para o setor de ciência e tecnologia.
“A longo prazo vai ser uma tragédia”, disse Helena, temendo queda do número de artigos e teses publicados, por causa da decisão do governo (tomada em fevereiro) de contingenciar as verbas para pesquisa no Orçamento Geral da União. Para ela, abre-se um “horizonte negativo”, após anos de crescimento, que fizeram o Brasil atingir no ano passado a 13ª posição no ranking de publicações científicas, um dos indicadores usados para medir quanto um país produz cientificamente.A esperança da comunidade científica é que o Plano Plurianual (PPA 2012-2015) assegure recursos para os próximos anos. O plano – em elaboração no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – tem que ser enviado até o final de agosto ao Congresso Nacional, para onde SBPC volta agora os olhos, à espera de nova legislação que incentive a pesquisa e flexibilize o rigor para contratações de pessoal e compra de insumos (máquinas, equipamentos, matérias primas e produtos secundários) usados em laboratórios e trabalhos de campo.
Segundo a presidente da SBPC, há pesquisadores quem temem assinar autorizações de gastos e depois “ter de responder com patrimônio próprio”.
“Os marcos legais [atuais] são amarras. Ou são adequados à realidade ou [os inventos] vão continuar sendo produzidos no exterior”, ressaltou Helena Nader, ao repetir caso relatado na reunião pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, sobre as 70 patentes estrangeiras de produtos extraídos da árvore de copaíba (abundante na Amazônia) obtidas na última década, contra nenhuma patente registrada no Brasil. A Lei 9.279/1996 (Artigo 18) impede o patenteamento com biotecnologia.
Helena Nader, que é biotecnóloga e iniciou ontem (14) novo mandato de dois anos na presidência da SBPC, espera que o Congresso Nacional elabore uma lei da biodiversidade, permitindo pesquisa e patenteamento de produtos de origem natural e que acelere a cadeia de registro patentes, em especial de fármacos e medicamentos. Além disso, defende a aplicação de dinheiro dos royalties da exploração de petróleo da camada pré-sal em pesquisa e desenvolvimento.
Apesar da grande expectativa sobre o parlamento, Helena Nader manifestou preocupação com a possibilidade de deputados e senadores não votarem o Plano Nacional de Educação 2011-2020. “Eu não sou tão otimista”, disse ela, ao analisar a possibilidade de o projeto de lei (PL 8.035/2010) não ser votado e de a educação ficar sem referência de planejamento neste ano. Helena também quer ver, na forma de lei, decisões tomadas na Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada no ano passado.
A alteração dos marcos legais de ciência e tecnologia deve incluir mais incentivos para a indústria nacional investir em inovação. “A Lei do Bem ainda é pouco”, disse a presidenta da SBPC à Agência Brasil.
Apesar do relativo incentivo legal, Helena fez coro com os diversos conferencistas que estiveram na reunião da SBPC e reclamaram da falta de investimento da indústria em inovação. “A indústria tem que ser convencida de que tem que contratar profissionais qualificados. As pessoas acham que o lucro vem no dia seguinte.”
A 63ª Reunião da SBPC recebeu 8.886 inscrições vindas de todos os estados brasileiros (um quarto de Goiás); teve 440 palestrantes e participação de 135 instituições na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Expotec).
Agência Brasil
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=158931&id_secao=8
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Laurindo Lalo Leal Filho: a Ley de Médios já vale na Argentina
Passou desapercebido por aqui. Não fosse a menção feita pelo jornalista Eric Nepomuceno, na revista Carta Capital, poucos ficariam sabendo que a Ley de Médios argentina está sendo implantada, apesar da oposição feroz dos grandes grupos de comunicação locais.
Por Laurindo Lalo Leal Filho, na CartaCapital
Na noite de 21 de junho, a presidenta Cristina Kirchner apareceu em rede nacional de televisão para fazer um anúncio capaz de tirar o sono dos controladores monopolistas da radiodifusão. O governo abria, naquela data, uma licitação para a concessão de 220 novas licenças de serviço de audiovisual no país.Como determina a lei metade dessas concessões será destinada a emissoras privadas e a outra metade dividida entre os governos estaduais, o federal e as organizações sem fins lucrativos. Fórmula encontrada para romper com oligopólio existente hoje na comunicação argentina.
Claro que a mídia comercial brasileira esconde esses avanços e quando fala da Ley de Médios argentina é para atacá-la, chegando habitualmente a tachá-la de censura, quando trata-se exatamente do oposto. Seu papel é o de permitir o acesso aos meios de comunicação de um número muito maior de atores sociais, hoje sem voz.
Mas aos que se opõem à lei interessa a omissão e a desinformação. Para isso usam uma estratégia eficiente: apropriam-se de um símbolo facilmente compreensível, como é a censura, e com ele carimbam a lei, interditando o debate de forma liminar.
A legislação argentina mereceria no Brasil estudos e debates mais sérios e aprofundados. As criticas feitas por aqui são superficiais, ecoando apenas o temor dos controladores da mídia nativa com o possível contágio da experiência vizinha.
Não é levado em conta o formidável trabalho de pesquisa realizado para se chegar ao texto final. Seus 166 artigos não caíram do céu. São resultado de um levantamento minucioso daquilo que existe de mais avançado no mundo, em termos de legislação para área das comunicações.
Dos meios comerciais não se pode esperar nada, além das críticas habituais. Os meios públicos pouco se dedicam ao tema e a internet o trata de forma esporádica. Mesmo as redes sociais, com conteúdos mais críticos, não tem como aprofundar a discussão e acabam, em determinados momentos, dialogando com os grandes meios nos mesmos níveis por eles impostos.
Resta como alternativa a Universidade, teoricamente menos sujeita às imposições externas. Mas parece que, no geral, ela não despertou ou não se interessou pelo assunto. Falo, obviamente, dos setores universitários ainda não cooptados pela grande mídia, propiciadora de cursos e eventos destinados ao conformismo e a alienação.
Fico a pensar na riqueza de um debate não só da Ley de Médios argentina, mas das experiências de democratização das comunicações que vêm sendo articuladas na Venezuela, Bolívia, Equador, Paraguai e Uruguai, por exemplo.
Ao invés de infindáveis e insossas discussões sobre “teorias da recepção”, tão ao gosto dos acadêmicos alinhados com “status quo” da comunicação, teríamos o pulsar da vida real das nossas sociedades.
A Universidade – pública ou privada – repousa sob um tripé formado pelo ensino, a pesquisa e a extensão. Um tema como o aqui proposto atenderia com desenvoltura esses três objetivos.
Colocaria o aluno em contato com a disputa que se trava no continente em torno do papel social da comunicação, deixando mais claro o cenário onde se dará, no futuro, sua atuação profissional.
Propiciaria uma ampliação no campo das pesquisas, necessitadas cada vez mais de interdisciplinaridade. O estudo da comunicação só ganha concretude quando dialoga com o Direito e as Ciências Sociais em geral.
E finalmente, a extensão se daria com a formulação de projetos e propostas capazes de contribuir para o debate político que se trava na sociedade em torno das novas leis para a comunicação.
A fundamentação existente na Ley dos Médios argentinos tem grande contribuição acadêmica e poderia servir como referência para a Universidade brasileira.
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