segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Promessas de políticos: acompanhe!

O site G1 de noticias da Rede Globo tem uma página especial de acompanhamento das promessas da presidenta Dilma e dos governadores de todas as unidades federativas. Um mecanismo muito bom para acompanhar o que cada governante está fazendo dentro daquilo que prometeu, obviamente não deve ser único, entretanto, em conjunto com os sites de transparência e outros mecanismos se torna uma boa ferramenta de controle social dos governos.
O link a seguir é o da página do Governo do estado de São Paulo com as promessas do governador Geraldo Alckimin:  http://especiais.g1.globo.com/sao-paulo/2015/as-promessas-de-alckmin/ .
Veja algumas promessas relativas a Educação de Alckimin:






Fonte: G1

Ocupações: um mês depois

Após um mês da suspensão do projeto de reorganização escolar do Governo do Estado de São Paulo pelo decreto 61692 devido as ocupações realizadas por estudantes secundaristas em pelo menos 200 escolas a pasta da educação paulista continua sem secretário e aulas de reposição são iniciadas.
No dia, 04 de Dezembro de 2015, o Governador Geraldo Alckimin vendo que seu projeto ilógico de fechamento de escolas não iria pra frente, devido as ocupações ocorridas em diversas escolas de várias regiões do Estado, deu entrevista coletiva dizendo que o projeto estava suspenso(não cancelado) no mesmo dia o então secretário estadual de educação Herman Jacobus pedia demissão. No dia seguinte era publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o decreto da suspensão.
Passado então um mês do ocorrido escolas continuam ocupadas devido ao fato dos estudantes considerarem que a suspensão não passou de uma manobra do governador. Passado um mês ainda não há um novo comandante da pasta da Educação. E passado um mês, alunos que foram repor aulas reclamaram da falta de estrutura nas escolas para tal, de acordo com o site de noticias G1.
A falta de estrutura, entretanto, não vem de agora diversas escolas estaduais paulistas sofrem com a falta de adequação e problemas dos prédios bem como a falta de manutenção periódica. Além é claro da falta de material e por várias vezes falta de professores.
O ensino paulista requer uma reavaliação da forma que é conduzido ,algo, porém, muito difícil de acontecer já que o governo tucano, gestor há 20 anos, não considera haver erros na sua condução.
O Governo do Estado precisa com seu novo secretário também ter um novo modos operantes na educação e em todas as áreas para que  São Paulo realmente se desenvolva do tamanho que o Brasil precisa.

Por uma educação do tamanho que nossas cidades precisam: ano eleitoral.

O ano que está no seu iluminado quarto dia tem um algo de especial: é um ano eleitoral. E é mais especial ainda, porque além de eleitoral , começa com toda uma turbulência política em torno do pedido de impedimento da presidenta Dilma e uma crise econômica que pode ser representada pelo índice de inflação em dois dígitos.
Talvez especial não seja o adjetivo mais correto a ser usado, entretanto, há aí uma certa coerência em usá-lo pois nas eleições municipais que ocorrerão muitas coisas serão decididas(como, por exemplo, a correlação de forças dos partidos que influenciará a eleição presidencial de 2018) além dos representantes locais.
E são estes, representantes locais - vereadores e prefeitos - que terão a responsabilidade de encaminhar e executar projetos por quatro anos(que culminam, vejam só, em 2020) nos mais de cinco mil municípios do país. Inclusive os projetos voltados à Educação.
É de extrema importância no pleito eleitoral que os projetos dos candidatos sejam discutidos e analisados para que as áreas, principalmente tão importantes como Educação, não fiquem num vácuo de quatro anos. Os projetos voltados à Educação tanto de vereadores quantos dos candidatos a prefeito precisam estar em consonância com a legislação vigente - LDB, Constituição, PNE, PME, LDO, Plano de Carreira do Magistério e outras leis - bem como relacionadas as necessidades locais de cada município. É necessário que cada candidato, por exemplo, saiba qual o índice de alfabetização do município, qual o IDEB, qual o IDESP(caso a cidade participa do SARESP); quantos alunos estão matriculados na rede; qual o déficit de vagas na Educação Infantil(creche) e se existe déficit no ensino fundamental; quantas escolas e creches existem na cidade; qual o número de profissionais da Educação; para a partir daí apresentar propostas que sejam efetivas e possíveis de serem realizadas para a melhoria, avanço ou continuidade de um ensino de boa qualidade social para localidade.
Programas de acesso-permanência como distribuição de uniformes escolares, material didático e escolar, transporte e outros também devem ser considerados, mas não só isso. Mas principalmente, nós eleitores, temos que saber qual a concepção de educação que o tal candidato ou candidata tanto a vereador quanto a prefeito acredita. Ou seja, que tipo de ensino ele quer que as crianças e os jovens tenham ao entrar na sala de aula. 
Podemos colocar da seguinte forma: o/a candidato/a acredita num educação transformadora ou conservadora? Ele compartilha de uma educação inclusiva ou exclusiva? Numa educação que só prepara para o mercado de trabalho ou para todos os desafios sócio-culturais - ambientais -psicológicos que a vida e o mundo em constante transformação proporcionam? Uma educação tecnológica ou tecnicista?
São muitas as questões, porém, devem ser pensadas, analisadas e dissecadas não só por pais de alunos, mas por alunos, intelectuais da cidade, movimentos sociais e todos que participam da comunidade local.
Outro aspecto que deve ser observado nos/as candidatos/as é como eles tratarão os profissionais da Educação(professores, gestores, inspetores, merendeiras, secretários de escolas, agentes escolares, oficiais de escolas, auxiliares de creche, auxiliares de limpeza e outros). Qual o programa do candidato, além do Plano de Carreira, para valorização tanto do magistério público quantos para os outros profissionais que trabalham na Educação? Isso é de extrema urgência a ser tratado. Haja vista, por exemplo, as greves e manifestações ocorridas em 2015 realizadas por professores em São Paulo, Paraná, Goiás.
Saber o orçamento destinado a educação do município é interessante, pois a partir disso fica mais difícil ser enganado por candidatos/as que gostam de prometer mundos e fundos.
Outro ponto que também pode ser considerado é o tipo de relação que os/as candidatos/as tem nas Assembleias Legislativas dos Estados, no Congresso Nacional e no MEC, o que pode trazer ou dificultar emendas parlamentares e ministeriais para o município no que se refere a Educação.
Não podemos esquecer, obviamente, de verificar a ficha dos/as candidatos/as, ou seja, se é ficha suja ou limpa.
As eleições este ano terão algumas mudanças e será dia 02 de Outubro.
Veja abaixo um infográfico do blog http://karinadacol.blogspot.com.br/ para ver como funciona a eleição e as funções de cada um dos cargos a ser disputado. E para saber mais sobre a eleição deste ano você pode acessar o site do TSE.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Olimpíadas, CIE e Atleta na Escola

Em ano de Olimpíadas a serem realizadas no Rio de Janeiro, uma pergunta merece ser feita: o que foi o Programa Atleta na Escola?
Para quem não sabe o Programa Atleta na Escola foi criado em 2013 por três ministérios: Defesa, Educação e Esporte. Sendo o ministério da Educação o ente principal, pois o programa tinha com vertente principal a distribuição de recursos via PDDE. O programa teve como objetivo a participação de 5 Milhões de estudantes de 20 mil escolas pelo Brasil para formação esportiva e mais audaciosamente ser base para o Programa Brasil Medalhas, que é o programa de subsidio a atletas olímpicos.
A ideia seria financiar escolas via PDDE, municípios e estados para promoverem formação inicial nas escolas com competições(Etapa escolar) com intuito de identificar talentos e posteriormente agregar esses talentos esportivos numa Etapa Municipal e treiná-los no Centro de Iniciação Esportiva - CIE que seriam construídos em cidades que fossem contempladas, posteriormente realizadas as Etapas Estaduais e Nacional.
Nas etapas estaduais estavam incluídos aí os Jogos Estaduais da Juventude e nacionalmente os Jogos Escolares da Juventude, que já existiam.
Esse é o programa.
E no que deu?
Ninguém sabe, ninguém viu.
Ao pesquisar o site do MEC não encontramos informações sobre o programa.
Ao verificarmos no site do programa - atletanaescola.mec.gov.br- também não encontramos noticias e nem informações sobre como ocorreram as ações ou se ocorreram as ações propostas pelos ministérios. Há , porém, fotos que ao que parecem são de uma mesma atividade de etapa estadual ocorrida no Rio Grande do Norte. Efetivamente o que ocorreu foram as etapas estaduais e nacional dos Jogos da Juventude( de acordo com o site da CBDE) que já aconteciam antes do programa, e que tem um domínio de escolas particulares, como é o caso do Colégio Amorim de São Paulo.
O que esperar nas Olimpíadas? Não muita coisa! Não só pelo aparente fracasso do Atleta na Escola, mas porque ainda não temos um programa educacional-esportivo necessário e eficaz como, por exemplo, o que existe nos Estados Unidos da América com a NCAA, para fazer crianças e jovens verem o esporte como caminho para uma boa graduação e talvez para um boa vida profissional com esporte.
Percebemos isso,por exemplo, nas estruturas de nossas escolas que em sua grande parcela não contam nem com quadras poliesportivas. Algumas redes de ensino não contam nem com a presença do Professor de Educação Física para ministrar aulas.
Ou seja, a cultura esportiva ainda não é valorizada como item importante para auxiliar no desenvolvimento educacional de crianças e jovens.
Há muito o que caminhar no Brasil em relação a isso.




sábado, 2 de janeiro de 2016

Educação no PIG

Em suas edições de hoje, 02/01,  Folha e Estadão colocam o tema " Educação" na primeira página. Internet e cortes no orçamento são mote.
De acordo com a Folha de S. Paulo em sua matéria intitulada "Velocidade da internet no ensino público é 3% da ideal", Caderno Cotidiano B1, a internet de banda larga nas escolas públicas brasileiras são consideradas, inclusive pelo atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante, como "banda lenta", isto porque os megabits oferecidos são de 2,3 sendo que o ideal é de 78. De acordo com outro órgão , o Ministério das Comunicações, outro tipo de plano para escolas públicas será viabilizado. Entretanto cabe registrar que são atendidas por internet 91,7% das escolas públicas.
Já no Estadão, no Caderno Metrópole/pag.A8, o texto,"Educação teve cortes de R$10,5 bi no ano passado", é uma análise do orçamento do MEC em 2015. E pode ser comparado com o  discorrido por este blog, Libertat&Liberdade, no dia 31/12/2015, "Balanço de 2015 na Educação brasileira", entretanto, o texto do jornal apresenta mais ranço na sua análise. Enquanto, o Libertat coloca um balanço sem ponderações extremadas, devido as metas não terem ficado tão aquém do planejado, o jornal coloca de forma alarmada (e descontextualizada) os cortes que somaram R$10,5 bi no ano passado, no MEC.
No estadão ainda foi tratado da reformulação do PNAIC.
Esperamos, porém, independente da análise "PIGuiosa" dos jornais, que a educação, e a"Pátria Educadora", não tenha cortes nem financeiros nem de boa vontade.